Por Fábio Sormani
Felipão está em mais uma final de Libertadores. É a quarta vez que isso acontece.
Ganhou duas, com o Grêmio em 1995 e com o Palmeiras, quatro anos depois (1999). No ano seguinte (2000), com o mesmo Palmeiras, perdeu para o Boca Jrs nos pênaltis, dentro do Morumbi.
Felipão tem 73 anos. Não é fácil, em qualquer profissão, estar onde ele está com a idade que tem.
É um batalhador. Não desiste jamais.
Muitos teriam jogado a toalha depois dos 7-1 que o Brasil (dirigido por ele) levou da Alemanha nas semifinais do Mundial de 2014, aqui no Brasil (jogo foi em Belo Horizonte).
Mas não; Felipão não desistiu. Seguiu trabalhando, superou a humilhação dos 7-1 e conquistou mais títulos para engordar ainda mais seu vasto patrimônio de campeão, entre eles um Brasileiro com o Palmeiras em 2018 e quatro títulos entre nacionais e internacionais com o Guangzhou Evergrande da China.
Pode adicionar mais uma Libertadores. Se isso ocorrer, vai superar Lula (técnico do Santos na época do Rei Pelé), Paulo Autuori (Cruzeiro e São Paulo) e Telê Santana (com o São Paulo). Assim como Felipão, ambos têm duas Libertadores conquistadas.
Felipão pode ser o primeiro a bater numa trinca de títulos da Liberta.
Felipão é um exemplo para todos nós, brasileiros ou não. Milionário, poderia estar em casa desfrutando da família e gastando seu dinheiro ganho com muito esforço e dedicação.
Mas não; optou por seguir trabalhando, pois sente-se útil e entende que não pode deixar a cabeça parar. Cabeça parada, como eu digo, é território fértil para a loucura ou para as pragas que podem te levar à morte.
Luis Felipe Scolari, 73 anos. Ele quer viver muito mais. Por isso ele não para.
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